sexta-feira, 18 de julho de 2008

Para entender que ainda eu posso correr

Mandado por Rebeca (minha cohzinha linda) Por: Everton S. Pereira



"Gente mandaram uma poesia pra mim

que emoção...

eu vivo lendo, buscando, até mesmo enviando,

mas poucas vezes na vida recebo poesias

e essa foi uma vez

acho que a primeira vez.

Amo... Curtam... beijos" Eu.





Permaneço aqui sem um destino a seguir

Parado no tempo esperando o tempo passar

Para se possível pegar um carona

Quem sabe com isso eu posso alcançar

Um sentido para me livrar

Desse sonho que não para de me atormentar

Entendo que não a formulas para sonhar

Mais quero uma poção para voltar

No mais profundo dos meus sonhos

Onde eu possa ver o que eu sou

Onde eu possa passar e ver o que nunca pude ser

E que um dia eu posso viver

Mesmo que não haja esperança

Eu poça flutuar nos meus pensamentos

E reativar o meu desejo de sonhar

Para entender que ainda eu posso correr

E com certeza possa dizer

Que um dia havia alguém que sabia como viver

Para ensinar o que não nunca pude aprender

quinta-feira, 17 de julho de 2008

DE QUE SERVE A BONDADE

Por Bertold Brecht
1
De que serve a bondade
Se os bons são imediatamente liquidados, ou são liquidados
Aqueles para os quais eles são bons?
De que serve a liberdade
Se os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão
Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam?
2
Em vez de serem apenas bons, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor: que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!
Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio.

Nada é impossível de Mudar

Por Bertold Brecht

"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."

domingo, 13 de julho de 2008

"Um belo dia resolvi mudar"

Agora Só Falta Você
por Maria Rita
Composição: Rita Lee E Luiz Sérgio


Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?

E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

p.s Vulgaridade (lembranças da peça "Preciosas Ridículas") ;)

sábado, 12 de julho de 2008

3 Tantinhos de Drummond

Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

O que gostaria de ter ti dito no dia da poesia... 14 de março

Por Drummond

Ainda que mal
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Reunião

Se eu pudesse reunir
todos os textos que li
que escrevi
que gostei
que me apaixonei
que me tocaram de certa forma
num momento especial
num tempo lá trás
seria isso aqui
esse blog aqui...
pra sempre ficar na memória... um cantinho só pra mim.
Fora de mim.

SOLIDÃO VISTA POR CHICO BUARQUE e vivida por mim

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear .... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

(Francisco Buarque de Holanda)


03 de abril de 2007
Tentativa de definição... em busca da minha alma

Minha mente fervilha
Eu penso mil coisas ao mesmo tempo
e não penso em nada
Quero fazer mil coisas ao mesmo tempo
e não faço nada
Quero mudar mil coisas dentro de mim
e mudo meia coisa

Eu me canso
estou exausta e fatigada
só de pensar nas mil coisas que não fiz
e nas mil coisas que gostaria de fazer
enfraqueço-me e me frustro
porque não fiz nem meia coisa

Eu sou uma máquina de idéias
um corpo dissimulado
e uma alma preguiçosa
Por que a minha mente não tem poder sobre a minha mão?
Só vejo a imaginação
E vivo no futuro, nas viagens do pensamento.
Estou sempre no futuro ou no passado jamais no presente.
E isso me angústia, me cansa
Porque o meu mundo interior é muito rápido, ágil, veloz, dinâmico.
Eu nunca descanso
por isso me canso só de pensar

Preguiçosa?
Parece sim,
parece que sou sim
Eu até me culpo e me martirizo por isso
Faço mil coisas
e não tenho algo concreto
Faço poucas coisas
e estou super cansada
As pessoas não me entendem
Eu não me entendo
ou melhor, não me aceito
me rejeito enão sei lhe dar comigo mesmo.

Apesar de tudo eu não me determino
continuo a vagar pelas minhas idéias e vontades
E me dou tempo de descanso
Luto pelo muito tempo de descanso
que me dou, o muito tempo de descanso
tempo até demais
que me atrasa e me culpa pelo trabalho não cumprido

Eu sou assim
tenho várias idéias ao mesmo tempo
Uma atrás da outra
com os planejamentos das tais entre as ideias
Penso em algo, já penso naquilo e penso nisto
Aí penso no desenvolvimento do naquilo, mas amo o algo e acabo começando o nisto.
Faço o algo e tenho uma idéia naquilo e assim já não faço mais o algo.
Ou faço algo já desejando fazer naquilo

Eu adimiro as pessoas que conseguem fazer muitas coisas
Que possuem prioridades
Estudam, trabalham, cuidam da casa, tal, tal, tal
que fazem o que tem que ser feito
no qual a sua cognição diz a direção
Gosto delas
porque eu sempre tenho mil coisas para fazer
não sei otimizar o tempo
me dou descanso, já disse
e não me cobro disciplina
Eu não sei fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
me dei conta disso
e já não me culpo mais
como se fosse um defeito mortal
o homem deve conhecer os seus limites
desenvolver suas habilidades
e amenizar as suas debilidades
mas é nessa auto-descoberta que está a mágica de viver...


comentários hoje dia 12 de julho de 2008
Foi bom reescrever esse texto...
conflitos da alma
descobertas, como chamo, malcobertas
e ver o quanto cresci, o quanto Deus me abençoou e transformou
hj não leio mais esse texto com pesar, mas com alegria
de que a cada dia estou sendo mais e mais aperfeiçoada no amor de Cristo.
Amo muito tudo isso... ;)

Cupido

Por Cláudio Lins na voz de Maria Rita

Eu vi quando você me viu

Seus olhos pousaram nos meus

Num arrepio sutil

Eu vi... pois é, eu reparei

Você me tirou pra dançar

Sem nunca sair do lugar

Sem botar os pés no chão

Sem música pra acompanhar


Foi só por um segundo

Todo o tempo do mundo

E o mundo todo se perdeu


Eu vi quando você me viu

Seus olhos buscaram nos meus

O mesmo pecado febril

Eu vi... pois é, eu reparei

Você me tirou todo o ar

Pra que eu pudesse respirar

Eu sei que ninguém percebeu

Foi só você e eu


Foi só por um segundo

Todo o tempo do mundo

E o mundo todo se perdeu (2x)

Ficou só você eu eu

Quando você me viu...
(foi em 2007)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Retalhos poéticos de amor

por Ana e Carol (peço aqui licença poética para falar, licença?!)

Amar é bom
É muito bom
Porque quando a gente ama
Sentimos um pedacinho de Deus
O seu tão querer bem

Amo e amo e amo e amo
Numa liberdade sem medida
Num despropósito sem tamanho
Sem julgar, ou esperar, ou achar
Assim por quem tu és todo fofin-lindinho
De um jeito com defeito que perfeito é
Cheia de esperança
Numa paciência que sempre alcança
motivos para me deixar de pé
Na alegria de ver você sorrindo
e seus olhos pedindo para mirarem os meus

Como Deus, não quero carro, nem apartamento
Seu talento ou seus instrumentos
Quero um relacionamento
Descobrir a cada dia a delícia e o desafio que é conviver.
Me chatear, adormecer, fazer as pazes, te dizer
comer, amar você, ouvir, compreender e te ensinar
rir, chorar, lutar, vencer, brincar
brigar, correr, descansar, renunciar, te dar prazer
receber e ouvir dizer: eu amo você

Vou amontoar tua história com a minha
Delas fazer um balaio só
Que encaixe em outras vidas
Para construirmos um mundo melhor
Mas se a mim não decidir amar
Nem mesmo caminhar
Não vou me por a chorar
Vou aceitar e seguir te amando
Porque é isso que sou
um eterno amador do amor que me gerou
Pois quando te amo me sinto feliz
Me sinto tão bem
É Deus dentro de mim
Moldando outro eu
Que tem por querer
ser melhor para você
Ai, não sou egoísta
Não peço por mim
Peço por ti, pelos outros
Que Deus abençoe a todos

Amar é ser feliz desejando muito bem a outro bem.
Por amor suporto, imploro e sigo adiante
Não desejando a minha vontade
Mas a tua felicidade
Para hoje e eternamente amém.

p.s Novo... tenho que datar porque está em construção e é um pensamento posterior a outros textos. Julho de 2008 entre os dias 6 e 11.

Dúvidas só para provocar...

Às vezes penso que:

Se você não me amar que susto terá

Se um dia eu te revelar todo desejo que escrevo?

Será que vai se espantar?

Vai me evitar?

No pretexto de não me machucar

Vai se culpar?

Por não conseguir co-sentir

Ou vai se abrir?

Pra conhecer quem te ama

Tenho certeza que não


Já pensou que eu posso não te amar?

E o contrário uma peça pregar?

Como se garante,

Que se eu te conhecer

Verdadeiramente te amarei?

Se é com isso que se preocupa

Não te preocupes

Não há como te amar mais

Então deixa conhecer-te

Disso aqui, prometo que não passarei

O menor dos menores

É na mesma situação ficarmos

Só que agora,

Terei conhecimento de causa

Vou poder me dar melhor com esse meu amor

Você quer 0x0 e eu 1x1.

Os dois são empates totalmente diferente.

Então, topa?

Está vendo? Em nada perdes tu.

Ah! Tenho uma reivindicação a fazer

Para todos os seres que são amados:


Amados, por que vocês tratam a quem vos ama numa imparcialidade fora do normal?

Amados, às vezes quem te ama nunca te pediu amor,

Só pediu para te admirar de longe,

Saber se você está bem,

Se estás feliz.

Para te amar assim, como quem não quer nada.


Amados, vocês dizem que não querem nos machucar ou iludir,

Mas nos evitando já estão nos machucando.

Oh! Amados, basta serem sinceros conosco e o mais natural.

Não pensem que em todo tempo suspiramos por vós.

Apesar de ser quase sempre verdade, nem sempre é.


Amados, vós tendes por manual,

Que a distância e o pouco saber de quem vos ama

É garantia de assassinar o inocente amor.

Quase uma falácia.

A distância também pode aumentar a ilusão do ser amado.

Criar utopias que nem vocês conseguiriam atingir.

E o não querer saber, normalmente dá certo,

Mas não sem criar uma dor inicial

(mas o que é uma dor inicial para o amar e não ser amado?)

E naturalmente matar

O que seria uma futura amizade no final.

Mas vocês seres amados preferem isso

A serem vítimas do amor

E ainda choram por não terem a quem amar?

Entendemos, e não menosprezamos a vossa dor.


Queridos seres amados,

Que privilégio o de vocês

Que possuem quem os ame

E velem por suas vidas em oração,

Mas melhor é amar do que ser amado,

Servir do que ser servido.

Na verdade vocês possuem medo de serem amados,

Pesar por não poderem retribuir,

Culpa por provocar amor.

Sentem-se como quem não merecesse,

Por isso que o amor é de graça (benção não merecida)

Mas nos que vos amamos não desejamos que se sintais assim

Basta saber que tu vais bem

E que por qualquer coisa que seja

Possamos vos ajudar.

Porque quem ama,

Por excelência é galardoado do ser amado.

O primeiro mandamento do amor é o zelo.

Basta pra nós vermos vos passeando e alegrando-vos no nosso meio.


Amados, não se inflamem,

Busquem conhecer quem vos ama.

Tendes muito o que aprender

E nada melhor do que alguém que ensine com amor.


Já aos que amam, sejam de igual modo, sinceros para com os seus amados,

Fieis e acima de tudo respeitadores.

Zeladores da liberdade, vontade e felicidade dos seus queridos.


Convivendo, a balança do amor se equilibra mais um pouco.

E cada um entende seu caminho e sua missão,

Que há momentos de sermos os amados,

Os que amam, e enfim, os dois.

Mas de tu, de quase nada posso reclamar

Tens sido um ser amado fácil de cuidar

Assim, talvez, quem sabe conhecer-te

Não faz de nós apenas bons amigos?

Vai saber...

Entenda que diferente do que está

Não vai ficar

Será que vai se espantar?

Está preparado pra me ouvir falar?


Byannka Layhlla

Escrever é Escrever

Por Gabriel Perissé

Escrever é a única maneira de viver, não a minha vida, esta vida que me escapa por entre os dedos a cada gole da minha sede.
Escrever é escreviver outras vidas, em outras dimensões, tempos paralelos.
Escrever é a única louca esperança dentro de um manicômio... e fora dele também.
Escrever é deixar no papel a impressão digital do ser que somos.
Escrever é descrever o que pressentimos, o que dizem os nossos cinco sentidos, mesmo que não faça o menor sentido.
Escrever é sempre tarde, é sempre cedo, é sempre na hora certa.
Escrever é algo de que se tem necessidade, é algo de que não se tem necessidade alguma.
Escrever é incurável.
Escrever é sempre viver o sucesso no fracasso, a alegria de poder estar triste, o nunca do sempre, o infinito do finito, o absolutamente relativo.
Escrever é ato de amor, intimidade exposta, introspecção devassada, solidão solidária.
Escrever é falar com quem não vemos, ouvir quem nada nos diz, conversar com quem nos despreza, aprender com quem nada ensina, ensinar coisas a quem não quer aprender nada.
Escrever é catarse, é espionagem, é propaganda enganosa, mistério da fé, é terapia para todo mundo.
Escrever é recordar o que não aconteceu, prever a nostalgia, admirar-se com o banal.
Escrever é condenar-se. O cardeal Richelieu (desenhado como um ser terrível por Alexandre Dumas) disse certa vez: "Mostrai-me seis linhas manuscritas pelo mais honrado dos homens, e acharei nelas todos os motivos para enforcá-lo".
Escrever é testemunhar, é mentir, é revelar, é engrupir, é purificar-se, é resistir, é matar, é assumir, é transladar, é omitir, é calar, é sorrir.
Escrever é vício, é adiar a morte, é "um ócio trabalhoso", como disse Goethe.
Escrever é fugir, é voltar, é abrir uma janela, é fechar-se em casa, é queimar a casa, é reconstruir a casa, é pregar-se na cruz, é ressuscitar, é recriar o mundo.
Escrever nos torna mais humanos. Nem por isso mais virtuosos.
Escrever é roer os ossos do medo. Repudiar a felicidade como facilidade. É inspirar-se quando não há inspiração. É pintar, musicar, teatralizar, filmar, esculpir, dançar.
Dançar com as palavras é a dança mais vã - no entanto dançamos mal rompe a manhã.
Conforme a música, conforme a dúvida.
Sempre inconformados.